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Como cuidar dos pais idosos à distância: um guia para quem mora longe

Organização dos remédios, uma lista na geladeira, combinados com os vizinhos, consulta por vídeo com você junto e os sinais que não podem esperar.

Equipe Cuida+ · Atualizado em · 9 min de leitura

Resposta rápida

Para cuidar dos pais idosos à distância, organize a lista de remédios e receitas, deixe os contatos de emergência à vista e combine com um vizinho de confiança quem pode ajudar. Com sinal de alarme, ligue 192 antes de qualquer outra coisa. Fora disso, a consulta por vídeo ajuda no dia a dia, mas a doença crônica continua pedindo consulta presencial.

Neste artigo
  1. 1. Organize remédios e receitas
  2. 2. Uma lista de contatos na geladeira
  3. 3. Combinados com vizinhos e com a família
  4. 4. Sinais que pedem o 192, sem esperar
  5. 5. Telemedicina para idosos: a consulta por vídeo com você junto
  6. 6. Quem paga pode ser o filho
  7. 7. Quando a família é pequena ou mora longe de todos
Se a família precisar da assistência funeral

Ligue 0800 002 4602 ANTES de contratar qualquer funerária. Contratar por conta própria sem acionar a central pode fazer a família perder o direito à assistência. A central atende 24 horas, todos os dias.

Você mora em outra cidade, ou do outro lado da cidade, e a mãe ou o pai continua na casa de sempre. Fala com eles pelo celular, pergunta se tomaram o remédio, se foram ao médico, e desliga com aquela sensação de que não sabe direito como estão. Cuidar de longe é possível, mas pede método. Este guia junta o que dá para organizar agora, sem tirar a autonomia de quem já cuidou de você.

Um combinado antes de tudo: faça cada passo com eles, e não por eles. Pais idosos morando sozinhos costumam aceitar melhor a ajuda quando participam das decisões.

1. Organize remédios e receitas

Remédio é onde mais acontece confusão com quem mora sozinho: caixa parecida, horário esquecido, receita vencida no dia de comprar. Não mude nada por conta própria. O que você pode fazer é organizar a informação, e levar as dúvidas ao médico ou ao farmacêutico.

  • Faça uma lista de todos os remédios que cada um usa, com o nome como está na caixa e para que o médico receitou. Tire foto das caixas.
  • Guarde uma foto de cada receita no seu celular e deixe a original num lugar fixo da casa.
  • Anote a data da próxima consulta e quando cada receita precisa ser renovada.
  • Leve a lista em toda consulta, inclusive nas de especialistas diferentes, para o médico ver tudo junto.
  • Se aparecer um remédio novo, pergunte ao médico ou ao farmacêutico se ele combina com os que já são usados.

Muita família tem dúvida se pode comprar o genérico no lugar do que está na receita. A resposta passa pelo médico e pelo farmacêutico, e o artigo remédio genérico é igual ao original? explica o que a lei diz. O passo a passo completo, com embalagem original, alarme e o que nunca mudar por conta própria, está em como organizar os remédios de idosos.

2. Uma lista de contatos na geladeira

Numa hora difícil, ninguém lembra de número. Uma folha presa na geladeira, com letra grande, ajuda a pessoa que mora ali, o vizinho que chegar para ajudar e a equipe do SAMU (o serviço público de ambulância, chamado pelo 192), se precisar entrar.

  • SAMU: 192, em destaque, no alto da folha.
  • Os dois números oficiais do Cuida+, se a família assina: o WhatsApp da Lifeprix, (31) 97238-3436, para consulta, e a central da assistência funeral, 0800 002 4602.
  • Seu número e o de mais um familiar.
  • Número de um ou dois vizinhos de confiança.
  • Endereço completo da casa, com um ponto de referência.
  • Endereço da UBS (Unidade Básica de Saúde, o posto de saúde) e da UPA 24h mais perto, a unidade de urgência do SUS aberta dia e noite.
  • Doenças que a pessoa tem, alergias e a lista de remédios.
  • Nome do médico que acompanha, se houver.

3. Combinados com vizinhos e com a família

Quem está perto chega antes. Converse com um vizinho, um parente próximo ou alguém da igreja ou do grupo que seus pais frequentam. Não precisa ser uma obrigação pesada: pequenos combinados já fazem diferença.

  • Um horário fixo de ligação por dia. Se ninguém atender, você sabe para quem ligar em seguida.
  • Uma cópia da chave com alguém de confiança.
  • Um vizinho que passa na casa se você pedir.
  • Um grupo de mensagens com os irmãos, para dividir tarefas e não deixar tudo com uma pessoa só.

4. Sinais que pedem o 192, sem esperar

AtençãoLigue 192 (SAMU) ou vá ao pronto-socorro

O Ministério da Saúde manda chamar o SAMU em casos como: suspeita de AVC (derrame), com sinais que começam de repente, como boca torta, fala enrolada ou estranha, fraqueza ou formigamento de um lado do corpo (rosto, braço ou perna), confusão, alteração da visão, perda de equilíbrio ou dor de cabeça muito forte; suspeita de infarto; dor no peito que aparece de repente ou crise de pressão alta; problemas do coração e da respiração; crise convulsiva; intoxicação ou envenenamento; queimadura grave; acidente com vítima. No idoso, o infarto pode vir sem dor no peito: a falta de ar pode ser o principal sinal e, às vezes, aparece dor na barriga parecida com a de gastrite. No idoso e em quem tem diabetes, ele pode vir sem sinal específico: fique atento a um mal-estar forte que aparece de repente. Nesses casos, não tente resolver por vídeo.

Se você recebe a notícia de longe e há sinal de gravidade, ligue primeiro para o 192 e só depois para o vizinho combinado. Queda com suspeita de fratura está entre as situações que a UPA 24h atende, segundo o Ministério da Saúde. Mas, se a pessoa não consegue se levantar, está confusa ou você não sabe o quanto é grave, ligue 192 e siga a orientação da central. O guia pronto-socorro, UPA ou consulta online ajuda a decidir a porta certa em cada caso.

5. Telemedicina para idosos: a consulta por vídeo com você junto

Fora desses sinais, a consulta por vídeo pode ajudar. Ela é permitida no Brasil pela Resolução 2.314/2022 do CFM (Conselho Federal de Medicina). Para quem mora sozinho, ela evita um deslocamento por causa de uma dúvida simples: um sintoma leve, a leitura de um exame que já saiu, uma dúvida sobre como tomar um remédio já receitado.

O segredo com os pais é não deixá-los sozinhos na primeira vez. Se você puder estar na casa, sente ao lado. Se não puder, peça para alguém de confiança ficar junto e converse com seu pai ou sua mãe antes, para listar o que perguntar, e depois, para anotar o que o médico orientou. Tenha à mão a lista de remédios, os exames recentes e o documento com CPF.

O médico decide se dá para resolver pela tela. Pela resolução do CFM, ele tem autonomia para indicar o atendimento presencial, e deve explicar as limitações da consulta a distância, porque não há exame físico completo. O médico avalia e, se for o caso, emite receita, pedido de exame ou atestado digital. Remédio de controle especial pode exigir outro caminho, e atestado que depende de exame físico não sai por vídeo.

Doença crônica continua pedindo consulta presencial

Pressão alta, diabetes e outras doenças que acompanham a pessoa por anos não podem ser cuidadas só por vídeo. A resolução do CFM diz que, no acompanhamento de doença crônica, a consulta presencial deve acontecer em intervalo não superior a 180 dias. Mantenha o acompanhamento na UBS ou com o médico de sempre, e use o vídeo como apoio entre uma consulta e outra.

6. Quem paga pode ser o filho

O Cuida+ não é plano de saúde. É um cartão de benefícios, e o plano Cuida+ Sênior pode ser uma opção nesta situação: você contrata e paga no seu CPF, e cadastra seu pai ou sua mãe como a pessoa que vai usar. Custa R$ 34,90 por mês e cobre 1 pessoa. Para o pai e a mãe, veja nos planos as opções para mais de uma pessoa. Contrate com o conhecimento dele ou dela.

O plano inclui o clínico geral 24h por vídeo, conforme a disponibilidade da plataforma, e 18 especialidades online com agendamento, sem custo por consulta. Não tem nada para baixar: o acesso é pelo WhatsApp da Lifeprix, (31) 97238-3436, ou pelo portal no navegador. Vale ficar junto no primeiro acesso para ajudar a mandar mensagem para a central, conferir o CPF e abrir o link da consulta. Para dúvidas sobre o plano no dia a dia, o Cuida+ tem uma assistente virtual, um chat com inteligência artificial disponível no site e na área do assinante. O Cuida+ nunca pede Pix para chave de pessoa, nem cartão, senha ou código por WhatsApp, telefone ou e-mail. Pagamento só pela sua conta no site, ou pelo link de cobrança que aparece dentro dela. Combine isso com seu pai ou sua mãe e, na dúvida, confira os canais oficiais em como saber que é a gente.

O Cuida+ Sênior já traz o Auxílio Medicamento: reembolso de genérico comprado com receita, de até R$ 100,00 por uso, 3 vezes por ano, com intervalo mínimo de 30 dias. Não é desconto no caixa: paga-se na farmácia e o valor volta depois. Remédio de uso contínuo, aquele que se toma sem data para parar, como o da pressão, não entra. O antibiótico de uma infecção, tomado por alguns dias, pode entrar. O Cuida+ também não cobre emergência, internação, cirurgia ou exames.

7. Quando a família é pequena ou mora longe de todos

Se você também tem filhos em idade escolar, a rotina de cuidado vira dupla. O artigo criança doente e escola mostra como organizar esse outro lado.

Por fim, um assunto que ninguém gosta de trazer, mas que traz tranquilidade quando está resolvido. Todos os planos do Cuida+ incluem assistência funeral, operada pela Zelo. Não há limite de idade para entrar nem para usar, e a carência, que é o prazo de espera antes de poder usar, é de 60 dias por pessoa, contados do início da vigência de cada uma. Essa entrada pode levar algumas semanas, então confirme a data com o atendimento antes de contar com a cobertura. Se um dia for preciso, a família liga para a central 0800 002 4602 antes de contratar qualquer funerária. Com calma, veja como funciona a assistência funeral.

Perguntas frequentes

Meus pais moram sozinhos. O que organizar primeiro?

Comece pela lista de remédios e pelos contatos de emergência na geladeira, com o 192 em destaque. Depois, combine com um vizinho de confiança e defina um horário fixo de ligação por dia.

Consulta por vídeo substitui o médico que acompanha meu pai?

Não. Pela Resolução CFM 2.314/2022, o acompanhamento de doença crônica pede consulta presencial em intervalo não superior a 180 dias. O vídeo ajuda entre uma consulta e outra, e o médico pode indicar o presencial sempre que achar necessário.

Posso acompanhar a consulta online da minha mãe?

Pode, se ela quiser. Sente ao lado dela ou peça para alguém de confiança ficar junto, e converse com ela antes e depois para anotar as orientações. Se tiver dúvida sobre o acesso, a assistente virtual do Cuida+, um chat com inteligência artificial no site e na área do assinante, pode ajudar. Use só os canais oficiais listados em como saber que é a gente.

O Auxílio Medicamento cobre o remédio da pressão que ela toma todo dia?

Não. Remédio de uso contínuo não entra no Auxílio Medicamento. O reembolso vale para genérico comprado com receita, dentro do limite e das regras do benefício.

Cuidar de longe fica mais leve com ajuda

Compare os planos, inclusive o Sênior, que você contrata no seu CPF para seu pai ou sua mãe usar.

Ver planos
Fontes consultadas

Conteúdo informativo. Este texto não substitui consulta médica, não faz diagnóstico e não indica tratamento. Em emergência, ligue 192 (SAMU) ou vá ao pronto-socorro mais próximo.

O Cuida+ é um cartão de benefícios de saúde. Não é plano de saúde e não é regulamentado pela ANS.

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