Como organizar os remédios de idosos em casa, com segurança
Lista de remédios, embalagem original, alarme do celular, marcação com cores pedida à equipe de saúde e os cuidados que não se decidem por conta própria.
Equipe Cuida+ · Atualizado em · 8 min de leitura
Para organizar os remédios de idosos, mantenha cada um na embalagem original, faça uma lista atualizada para levar a toda consulta e use o alarme do celular para lembrar os horários que o médico definiu. Se a pessoa tem dificuldade para ler, peça à equipe de saúde uma marcação com cores ou símbolos. Dose, horário e porta-comprimidos só com orientação do médico ou do farmacêutico.
Neste artigo
- 1. Faça uma lista de remédios e leve a toda consulta
- 2. Guarde cada remédio na embalagem original
- 3. Use o alarme do celular para lembrar os horários
- 4. Cores, texturas ou símbolos para quem tem dificuldade de leitura
- 5. Conte à equipe sobre chás, vitaminas e suplementos
- O que não fazer por conta própria
- Remédio no SUS, genérico e o Auxílio Medicamento
Em cima da mesa da cozinha, cinco caixas parecidas. Um remédio é de manhã, outro depois do almoço, outro só quando a pressão sobe. Sua mãe diz que sabe de cor, mas outro dia tomou duas vezes o mesmo. Se essa cena é conhecida, este guia é para você. Ele ajuda a organizar a informação e a rotina, sem mudar nada do tratamento: isso é com o médico e com o farmacêutico.
O Ministério da Saúde chama de polifarmácia o uso regular de cinco ou mais remédios ao mesmo tempo. Na pessoa idosa, isso aumenta a chance de um remédio interferir no outro, de quedas e de piora na qualidade de vida, principalmente quando falta acompanhamento da equipe de saúde. Organizar bem é uma forma de proteger.
Não indica dose, não sugere trocar horário, partir comprimido ou parar remédio. Qualquer dúvida sobre o tratamento vai para o médico que receitou ou para o farmacêutico.
1. Faça uma lista de remédios e leve a toda consulta
A lista é a ferramenta mais simples e a que mais ajuda. O Ministério da Saúde orienta levar às consultas a lista de todos os medicamentos usados, inclusive os comprados sem receita, porque alguns podem aumentar o risco de quedas.
- Nome do remédio exatamente como está na caixa.
- Para que o médico receitou e quem receitou.
- Horário e forma de tomar, copiados da receita, sem adaptar.
- Remédios comprados sem receita, pomadas e colírios.
- Chás, xaropes, vitaminas e suplementos que a pessoa usa.
- Alergias conhecidas.
Atualize a lista sempre que um médico incluir, trocar ou suspender algo. Guarde uma cópia no celular e outra num lugar fixo da casa. Se você cuida de longe, o guia como cuidar dos pais idosos à distância mostra como organizar receitas e contatos.
2. Guarde cada remédio na embalagem original
Pelo Ministério da Saúde, os remédios devem ficar sempre na embalagem original. Ela protege contra contaminação, facilita a identificação e permite controlar a validade. Verifique também na própria embalagem como cada remédio deve ser guardado.
E o porta-comprimidos?
Muitas famílias usam a caixinha com dias da semana. Antes de começar, pergunte ao farmacêutico ou à equipe de saúde se ela serve para os remédios que a pessoa toma. Se a orientação for usar, não jogue fora as caixas nem as bulas: elas continuam sendo a referência de nome, validade e forma de guardar. E não parta nem amasse comprimidos para caberem na caixinha.
3. Use o alarme do celular para lembrar os horários
O Ministério da Saúde sugere usar alarmes no celular para lembrar os horários corretos. Uma dica prática: em cada alarme, escreva o nome do remédio como está na caixa. O horário é o que está na receita. Se ele não combina com a rotina da casa, como a hora de acordar ou das refeições, fale com o médico antes de mudar.
O Ministério da Saúde também orienta preferir tomar os remédios com água.
4. Cores, texturas ou símbolos para quem tem dificuldade de leitura
Letra miúda e caixas parecidas confundem. Se a pessoa tem dificuldade para ler, o Ministério da Saúde orienta pedir apoio da equipe de saúde para identificar os remédios com fitas coloridas, texturas diferentes ou símbolos. Na UBS (Unidade Básica de Saúde, o posto de saúde) ou na farmácia, peça que alguém monte essa marcação com você e explique o que cada sinal quer dizer.
5. Conte à equipe sobre chás, vitaminas e suplementos
"É natural, não faz mal" é uma frase perigosa. O Ministério da Saúde alerta que chás, xaropes, vitaminas, cápsulas e suplementos, mesmo naturais ou feitos de plantas, podem interferir na ação de outros remédios. Por isso, avise sempre o médico e o farmacêutico, e coloque tudo na lista.
O que não fazer por conta própria
- Mudar a dose, dobrar ou pular um horário.
- Partir, amassar ou abrir comprimidos e cápsulas.
- Trocar o horário, mesmo que pareça mais prático.
- Parar um remédio porque a pessoa melhorou.
- Usar remédio de outra pessoa ou sobra de tratamento antigo.
- Trocar o remédio da receita por outro sem conversar com o médico ou o farmacêutico.
- Jogar remédio vencido ou suspenso no lixo ou no vaso. Separe os vencidos e os que o médico suspendeu, depois de confirmar com ele, e pergunte na farmácia onde fica o ponto de coleta. Por lei, são as farmácias e os comércios que indicam esses pontos.
Se a pessoa passar mal depois de um engano com remédio, com sonolência forte, confusão ou dificuldade para respirar, ligue primeiro para o SAMU, pelo 192, ou vá ao pronto-socorro. Leve as caixas. Se houve engano, como tomar duas vezes o mesmo remédio, e ela está bem, ligue para o médico ou fale com o farmacêutico e conte o que aconteceu. Se não conseguir falar com eles, o Disque-Intoxicação da Anvisa, 0800 722 6001, é gratuito, funciona 24 horas e orienta também quem não é profissional de saúde: ligue com a caixa do remédio na mão.
Também é caso de 192 a suspeita de AVC (derrame), com sinais que começam de repente: boca torta, fala enrolada ou estranha, fraqueza ou formigamento de um lado do corpo, confusão, perda de visão, perda de equilíbrio ou dor de cabeça muito forte. E, segundo o Ministério da Saúde, no idoso e em quem tem diabetes o infarto pode vir sem dor no peito, com falta de ar ou um mal-estar que aparece de repente: ligue 192.
Remédio no SUS, genérico e o Auxílio Medicamento
O Ministério da Saúde lembra que o SUS oferece gratuitamente remédios para as principais doenças, e o programa Farmácia Popular amplia esse acesso. Se a dúvida é trocar pelo genérico, leia antes remédio genérico é igual ao original? e converse com o farmacêutico.
O Cuida+ não é plano de saúde. O Auxílio Medicamento é um reembolso: você compra o genérico com receita, paga na farmácia e recebe de volta até R$ 100,00 por uso, até 3 vezes por ano, com intervalo mínimo de 30 dias. Não é desconto no caixa. Remédio de uso contínuo, aquele que se toma sem data para parar, como o da pressão, não entra. Para esses, o caminho continua sendo o SUS e o Farmácia Popular. Um remédio tomado só por alguns dias, como um antibiótico, pode ser aceito se o pedido cumprir todas as regras; o reembolso não é automático. Ele já vem no Cuida+ Sênior, no Cuida+ Completo e no Cuida+ Completo Família, e custa R$ 7,90 por mês por pessoa nos planos em que não está incluído.
Mais um motivo para guardar a embalagem: o pedido de reembolso exige a foto da caixa com a faixa amarela de genérico, junto com a receita e a nota fiscal. O passo a passo está em como funciona o reembolso de medicamento.
Para uma dúvida sobre um sintoma novo, os planos incluem o clínico geral 24h por vídeo, conforme a disponibilidade da plataforma, e pode haver espera. O Cuida+ nunca pede Pix para chave de pessoa, nem cartão, senha ou código por WhatsApp, telefone ou e-mail. Pagamento só pela sua conta no site, ou pelo link de cobrança que aparece dentro dela. Na dúvida, confira os canais oficiais em como saber que é a gente. E, se você é quem cuida no dia a dia, o artigo sobre cuidador de idoso fala da rotina e de onde buscar apoio.
Compare os planos com calma
Veja em quais planos o Auxílio Medicamento está incluído, o que entra e o que fica de fora.
Ver os planosPerguntas frequentes
Posso usar porta-comprimidos para os remédios da minha mãe?
Pergunte antes ao farmacêutico ou à equipe de saúde se ele serve para os remédios dela. Se a orientação for usar, guarde as embalagens originais, que o Ministério da Saúde recomenda manter, e não parta comprimidos para caberem na caixinha.
Minha mãe esqueceu um horário. Dou o remédio junto com o próximo?
Não decida sozinha. Ligue para o médico que receitou ou fale com o farmacêutico e siga a orientação. Se ela passar mal, ligue 192.
Chá e vitamina precisam entrar na lista de remédios?
Sim. O Ministério da Saúde orienta informar à equipe de saúde o uso de chás, xaropes, vitaminas e suplementos, porque mesmo produtos naturais podem interferir na ação de outros remédios.
O Auxílio Medicamento serve para os remédios de uso contínuo de um idoso?
Não. Remédio de uso contínuo, aquele que se toma sem data para parar, como o da pressão, não entra. Um antibiótico tomado por alguns dias pode entrar, se o pedido cumprir as regras. O reembolso é para genérico comprado com receita, de até R$ 100,00 por uso, dentro das regras do benefício.
Um cuidado a mais com os remédios
O Cuida+ não é plano de saúde. Compare os planos e veja onde o Auxílio Medicamento já está incluído.
Ver planos- Ministério da Saúde — Saúde da pessoa idosa: uso seguro de medicamentos (abre em outra aba) · consultada em
- Ministério da Saúde — Saúde da pessoa idosa (prevenção de quedas e lista de medicamentos) (abre em outra aba) · consultada em
- Ministério da Saúde — AVC: sinais de alerta (abre em outra aba) · consultada em
- Ministério da Saúde — Infarto (abre em outra aba) · consultada em
- Ministério da Saúde — SAMU 192: quando chamar (abre em outra aba) · consultada em
- Anvisa — Disque-Intoxicação (abre em outra aba) · consultada em
- SINIR — Logística reversa de medicamentos, seus resíduos e embalagens (abre em outra aba) · consultada em
Conteúdo informativo. Este texto não substitui consulta médica, não faz diagnóstico e não indica tratamento. Em emergência, ligue 192 (SAMU) ou vá ao pronto-socorro mais próximo.
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