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Meus dados foram vazados: o que fazer agora?

Um aviso de vazamento assusta, mas tem caminho. Veja o que a empresa é obrigada a fazer e como se proteger na prática.

Equipe Cuida+ · Atualizado em · 5 min de leitura

Resposta rápida

Se seus dados foram vazados, a empresa responsável precisa, pela LGPD (art. 48), comunicar o incidente a você e à Autoridade Nacional de Proteção de Dados, explicando quais dados foram afetados, os riscos envolvidos e o que está sendo feito. Na prática, vale trocar senhas de contas que usam os mesmos dados, ativar autenticação em duas etapas onde for possível, ficar atento a mensagens e ligações suspeitas usando essas informações, e monitorar extratos financeiros nos dias seguintes.

Neste artigo
  1. O que a empresa é obrigada a fazer quando há um vazamento?
  2. O que essa comunicação precisa informar?
  3. O que fazer na prática depois de receber esse aviso?
  4. O vazamento em si já é motivo para indenização?
  5. Como diferenciar um aviso real de uma tentativa de golpe?
  6. Como o Cuida+ trata dados e possíveis incidentes

O que a empresa é obrigada a fazer quando há um vazamento?

Pelo artigo 48 da LGPD (Lei 13.709/2018), a empresa responsável pelos dados precisa comunicar o incidente de segurança tanto à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) quanto às pessoas afetadas, quando o incidente puder causar risco ou dano relevante. Essa comunicação precisa acontecer em prazo razoável e trazer, no mínimo, o tipo de dado afetado, os riscos envolvidos e as medidas que estão sendo tomadas para reduzir o impacto.

O que essa comunicação precisa informar?

  • A natureza dos dados afetados, como se foram apenas nome e e-mail, ou também dados mais sensíveis, como senha ou dado de saúde.
  • Quem foi afetado, dentro do possível.
  • As medidas de segurança usadas para proteger os dados, respeitando segredos comerciais da empresa.
  • Os riscos relacionados ao incidente, de forma que você entenda o que pode acontecer a partir dali.
  • As medidas adotadas ou planejadas para reverter ou reduzir o prejuízo.
Comunicação tardia também tem regra

Se a comunicação não foi feita logo depois do incidente, a lei exige que a empresa explique o motivo da demora. Um aviso que chega semanas depois do incidente, sem explicação, é um sinal de que algo não está sendo tratado como deveria.

O que fazer na prática depois de receber esse aviso?

  1. Troque a senha da conta afetada e de qualquer outra conta que use a mesma senha.
  2. Ative a autenticação em duas etapas, quando o serviço oferecer essa opção.
  3. Fique atento a ligações, mensagens ou e-mails que citem dados que só quem teve acesso ao vazamento saberia, porque isso é usado para parecer legítimo.
  4. Monitore extratos bancários e de cartão nos dias e semanas seguintes ao incidente.
  5. Guarde o aviso recebido, com data, como prova caso precise reclamar depois.

O vazamento em si já é motivo para indenização?

Depende do caso e do dano concreto sofrido. A LGPD prevê responsabilidade da empresa quando ela causa dano por descumprir a lei, mas a existência de indenização depende da análise de cada situação, incluindo se houve dano real e se a empresa adotou as medidas de segurança exigidas. Essa avaliação, quando necessária, passa pela via judicial ou por órgãos de defesa do consumidor, que podem orientar sobre os passos seguintes conforme a gravidade do caso.

Se, além do vazamento, você recebeu uma cobrança que nunca autorizou usando os dados vazados, o artigo cobrança de serviço não solicitado explica os próximos passos específicos para esse tipo de situação.

Se a dúvida for sobre o que a LGPD garante de forma mais ampla, não só num incidente já ocorrido, o artigo telemedicina e a LGPD: seus dados estão seguros? explica os direitos garantidos pela lei no dia a dia, antes de qualquer vazamento acontecer.

Como diferenciar um aviso real de uma tentativa de golpe?

Um aviso legítimo de vazamento não pede senha, código de confirmação nem dado de cartão para "resolver" a situação. Se a mensagem que avisa sobre o vazamento também pede esse tipo de informação, é provável que seja, na verdade, uma tentativa de golpe se aproveitando do próprio susto do vazamento. Na dúvida, entre em contato pelos canais oficiais da empresa, sem usar links recebidos por mensagem, digitando o endereço direto no navegador.

Como o Cuida+ trata dados e possíveis incidentes

A política de privacidade do Cuida+ está publicada em privacidade, aberta para leitura antes de qualquer pagamento. Veja o que está incluso em cada plano em planos, a partir de R$ 24,90 por mês.

O Cuida+ nunca pede Pix para chave de pessoa, nem cartão, senha ou código por WhatsApp, telefone ou e-mail, mesmo em situações que envolvam segurança de dados. Na dúvida sobre um contato que diz ser do Cuida+, confira os canais oficiais em como saber que é a gente antes de informar qualquer dado.

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Perguntas frequentes

A empresa é obrigada a me avisar se meus dados foram vazados?

Sim, pela LGPD (art. 48), quando o incidente puder causar risco ou dano relevante. A comunicação precisa explicar o tipo de dado afetado, os riscos e as medidas adotadas.

O que fazer primeiro depois de um aviso de vazamento?

Troque a senha da conta afetada e de outras contas que usem a mesma senha, ative autenticação em duas etapas quando possível, e monitore extratos financeiros nos dias seguintes.

Um aviso de vazamento pode pedir minha senha para 'proteger' minha conta?

Não. Um aviso legítimo não pede senha, código de confirmação nem dado de cartão. Se isso acontecer, é provável tentativa de golpe.

Vazamento de dados sempre gera indenização?

Não automaticamente. Depende da análise do caso, do dano concreto sofrido e de a empresa ter cumprido as medidas de segurança exigidas pela LGPD.

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Fontes consultadas

Conteúdo informativo. Este texto não substitui consulta médica, não faz diagnóstico e não indica tratamento. Em emergência, ligue 192 (SAMU) ou vá ao pronto-socorro mais próximo.

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