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Família e cuidado

Idoso com dificuldade de audição: como ajudar na consulta

Ajustes simples de ambiente, som e conversa que fazem a consulta render quando a pessoa tem dificuldade para ouvir.

Atualizado em · 5 min de leitura

Resposta rápida

Escolha um cômodo silencioso, use fone com fio se a pessoa aceitar e deixe o rosto de quem fala bem iluminado, porque muita gente complementa o que ouve com a leitura labial. Avise no começo da consulta que a pessoa ouve pouco e peça fala mais devagar, frases curtas e confirmação do que foi entendido. Anote a orientação e leia em voz alta no fim para conferir.

Neste artigo
  1. Prepare o ambiente antes
  2. Avise no começo da consulta
  3. O papel de quem acompanha
  4. Recursos que ajudam na tela
  5. Quando a dificuldade de ouvir é o assunto da consulta
  6. Como o Cuida+ entra nesse cuidado

Quem acompanha um pai ou uma mãe que ouve pouco conhece a cena: a consulta termina, todo mundo sai, e no carro a pessoa conta uma versão completamente diferente do que foi dito. Não é falta de atenção nem teimosia — é que metade da conversa se perdeu no caminho.

A boa notícia é que a maior parte disso se resolve com ajustes simples, tanto na consulta presencial quanto na consulta por vídeo.

Prepare o ambiente antes

  • Silêncio: desligue televisão, ventilador e tudo o que faz ruído de fundo. Ruído atrapalha mais que volume baixo.
  • Luz no rosto de quem fala: muita gente que ouve pouco complementa com a leitura labial, mesmo sem perceber.
  • Fone com fio, quando a pessoa aceita: costuma render mais que aumentar o volume do aparelho.
  • Cadeira de frente para a tela, na altura dos olhos, sem contraluz de janela atrás.

Se a pessoa usa aparelho auditivo, confira antes se ele está ligado e com pilha ou carga. Parece óbvio e é o motivo mais comum de consulta perdida.

Avise no começo da consulta

Diga nos primeiros segundos: “ela ouve pouco do lado direito, fale devagar e de frente”. Quem atende se ajusta e a consulta inteira muda de qualidade. Sem esse aviso, o profissional costuma falar no ritmo normal e a pessoa responde “sim” para coisas que não entendeu.

Peça também frases curtas e uma informação por vez. Pergunta dupla, como “está tomando o remédio e melhorou?”, gera resposta confusa quando só metade foi ouvida.

Repita, não grite

Gritar distorce o som e costuma piorar o entendimento. Falar em volume normal, mais devagar, de frente e com pausas funciona melhor — e preserva a dignidade de quem está sendo atendido.

O papel de quem acompanha

Acompanhar não é responder no lugar. Quem sente o sintoma é quem deve descrever, mesmo que demore mais. O acompanhante entra para repetir a pergunta que não foi ouvida, anotar o que foi dito e confirmar no fim o que ficou combinado.

Sobre esse limite entre ajudar e falar por cima, vale ler quem pode acompanhar o idoso na consulta, que trata do direito a acompanhante e de como ele funciona na prática.

Recursos que ajudam na tela

  1. Aumente o volume do aparelho antes de começar, com o fone já conectado.
  2. Escreva no papel, em letra grande, o nome do remédio e o horário, conforme forem ditos.
  3. Use o chat da chamada, quando houver, para registrar nomes difíceis.
  4. Peça ao profissional que repita a conduta no fim, devagar, enquanto você anota.
  5. Leia em voz alta o que anotou e confirme com quem atendeu.

Guarde essa anotação junto com os documentos da pessoa, do jeito descrito em como organizar os documentos de saúde da família. Ela vale mais que a lembrança de três pessoas somadas.

Quando a dificuldade de ouvir é o assunto da consulta

Perda de audição que apareceu de repente, zumbido novo, dor de ouvido ou secreção merecem avaliação. Perda que vem devagar, ao longo dos anos, também merece: ouvir pouco isola a pessoa, atrapalha a convivência e aumenta o risco de queda e de confusão. Vale levar o assunto a quem acompanha a saúde dela, em vez de tratar como parte normal de envelhecer.

Em emergência, ligue 192 (SAMU) ou vá ao pronto-socorro. Para os primeiros passos depois de uma queda, veja o idoso caiu em casa.

Se a consulta for presencial, peça para sentar perto de quem fala e longe do corredor, que é por onde entra a maior parte do ruído. Em sala cheia, avise na recepção que a pessoa ouve pouco, para que o chamado pelo nome não se perca e a espera não termine em consulta perdida por causa de um chamado que ninguém escutou.

Como o Cuida+ entra nesse cuidado

O Cuida+ tem clínico geral 24h por vídeo e especialidades online, entre elas a otorrinolaringologia, sem custo por consulta. No Cuida+ Sênior, a equipe acompanha a pessoa no primeiro atendimento: manda mensagem para a central, confere o CPF e abre o link da consulta junto. Veja o que entra em cada plano em planos, a partir de R$ 24,90 por mês, o passo a passo em como funciona e as regras em termos de uso. O Cuida+ não é plano de saúde e não é registrado na ANS como operadora.

Ajuda no primeiro atendimento por vídeo

Veja o que está incluso em cada plano do Cuida+ antes de decidir.

Ver os planos

Perguntas frequentes

É melhor falar alto ou devagar?

Devagar, de frente e com pausas. Gritar distorce o som e costuma atrapalhar o entendimento.

Consulta por vídeo funciona para quem ouve pouco?

Funciona, principalmente com fone e ambiente silencioso. Avise no começo da consulta e peça frases curtas.

Posso responder pela pessoa para agilizar?

Evite. Quem sente o sintoma descreve melhor. Ajude repetindo a pergunta e anotando a orientação.

Ouvir pouco é normal na velhice?

É comum, mas não deve ser ignorado. A perda de audição isola a pessoa e merece avaliação, principalmente quando aparece de repente ou vem com dor ou zumbido.

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Conteúdo informativo. Este texto não substitui consulta médica, não faz diagnóstico e não indica tratamento. Em emergência, ligue 192 (SAMU) ou vá ao pronto-socorro mais próximo.

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